Entre frustração, desejo reprimido e um casamento que já não sustenta mais nada, ele toma uma decisão silenciosa e cruza uma linha que talvez nunca seja possivel de voltar atrás. Quer saber mais?

Eu observava pela janela a chuva fina caindo lá fora. Alguns respingos molhavam a vidraça. Tempo melancólico esse. Não sabia se era o clima lá fora ou se eram meus medos gritando dentro de mim. Minha vida não tinha sido muito interessante nos últimos tempos.

Depois de tantos anos de convivência, a rotina finalmente tinha se instalado no meu casamento. Eu fui me afastando aos poucos da minha mulher. Nossas preferências nunca tinham sido as mesmas.

Ela gostava de um mundo romântico, de uma vida pacata, de uma vida mais “baunilha”. Eu não. Sempre tive gostos mais refinados para o sexo, preferências um tanto exóticas, que ela via quase como perversão. Ela nunca admitiu esse meu lado mais intenso.

E com o tempo, aliado a outras questões, nossos corpos foram se afastando. Não só no toque físico, mas também nas interações do dia a dia.

O diálogo se tornou raro, quase inexistente. Quando acontecia, vinha carregado de discursos moralistas da parte dela, como se aquilo fosse suficiente para me trazer de volta para perto.

Cinquenta anos de vida, corpo atlético, saúde perfeita e ainda com muito desejo acumulado. Eu queria minha mulher. Queria abraçá-la do meu jeito, derrubá-la na cama e fazer sexo com intensidade, sem freio.

Queria colocar para fora todos os meus desejos mais primitivos dentro de quatro paredes. Mas o pudor, a vergonha e os receios dela sempre foram barreiras intransponíveis. E nesses anos todos eu nunca consegui fazê-la enxergar o quanto isso nos atrapalhava.

E ali estava eu, naquele apartamento secreto, sozinho, ansioso.

Olhei o relógio. Quase meio-dia. Já tinha avisado à minha secretária que não retornaria naquela tarde. Resolvi tirar aquele tempo para mim.

Traguei o charuto devagar, imaginando as loucuras que gostaria de fazer. Só de pensar, já me excitava. Soprei a fumaça em anéis, com calma, tentando controlar a ansiedade. Nunca tinha feito isso antes.

Joguei-me no sofá, tirei os sapatos, afrouxei a gravata. Fechei os olhos por alguns instantes e, inevitavelmente, pensei nela de novo. 

Por que tudo tinha que ser assim? Onde tinha ficado aquela cumplicidade que existia no começo? As promessas de compreensão, de parceria… tudo parecia ter se perdido.

Por que ela julgava tanto o meu jeito de ser? Era errado sentir desejo todos os dias pela própria esposa? Eu só queria viver meu instinto, mostrar a ela o quanto poderia fazê-la feliz. Mas ela nunca quis.

Levantei, peguei uma toalha e fui para o banheiro. Tomei um banho longo. A água quente me trouxe de volta um pouco de serenidade.

Saí, me perfumei, fiz a barba e vesti um roupão branco. Olhei-me no espelho com atenção. Ainda havia presença ali. Ainda havia desejo. Ainda havia um homem que chamava atenção.

Sorri, meio malicioso, meio nervoso.

Preparei uma bebida e fui para o quarto. Sentei-me na cama, balançando o gelo no copo, denunciando meu nervosismo. Sabia que, a partir dali, alguma coisa mudaria. Não havia arrependimentos. 

Sempre fui mais retraído para certas abordagens. Para algumas coisas ainda carregava receio, medo de rejeição, de ouvir um “não” seco.

Mas, dessa vez, não precisava disso. A tecnologia facilitava essas coisas. A internet estava aí para isso.

No quarto, um grande espelho ocupava boa parte da parede. Olhei-me mais uma vez e me imaginei em diversas situações, sem vergonha, sem esconder nada. Com luz acesa. Sem limitações.

Cansei de sexo no escuro. Cansei de esconder quem eu era. Desta vez eu iria fazer o que sempre desejei, iria colocar pra fora todos os meus pensamentos, que foram logo interrompidos pelo som da campainha.

Levantei imediatamente e atravessei o apartamento. Abri a porta.

Ela estava ali. Uma morena linda, olhos castanhos, busto avantajado. Vestida de preto, exatamente como eu havia solicitado no anúncio. Parada, aguardando o convite.

Dei passagem e ela entrou. No começo, manteve certa distância, como se estivesse analisando o ambiente, entendendo o clima. Mas bastou sentar ao meu lado no sofá para que tudo mudasse.

Puxei-a para o meu colo. Ela sentiu na hora. Começamos a conversar coisas banais, sem nexo. Meu corpo não escondia mais nada. Meu desejo tinha pressa.

Deixei de lado qualquer resquício de timidez. Aqueles momentos eram meus. Minhas mãos deslizaram por baixo do vestido, explorando sem pressa, mas sem hesitação. Ela deixou fluir naturalmente… Era experiente e sabia conduzir o momento.

As palavras começaram a surgir naturalmente. Conversas provocantes, exatamente do jeito que sempre tive vontade de falar.

Eu me sentia vivo outra vez, jovem, livre! E não demorou muito para que estivéssemos completamente envolvidos. Não houve um centímetro daquele corpo que eu não quisesse explorar. Minha boca percorreu tudo, sem exceção.

Ela, por sua vez, também fazia o que sabia fazer. Sem exagero, sem atuação forçada. Parecia que a gente se conhecia há anos. Aquilo não era só um encontro. Era uma experiência que eu tinha negado a mim mesmo por anos.

Transamos em todas as posições possíveis. Sem pressa, como se o tempo ali fosse outro. E quando o orgasmo veio, foi intenso. Sem culpa alguma. Valeu cada centavo aquele encontro.

Depois, já deitados, recuperando o fôlego, ela me olhou com curiosidade e perguntou, curiosa. Queria entender de onde vinha tudo aquilo, toda aquela vontade, intensidade.

Fiquei em silêncio por alguns segundos antes de responder.

Eu só queria fazer sexo sem medo de ser criticado pelas minhas preferências. Só isso.

Conto erótico enviado por seguidor anônimo

Nossa observação: Tem desejo que não some, ele só fica quieto esperando uma chance. Esse conto é quase um alerta: quando não existe espaço pra verdade dentro de um relacionamento, alguém vai acabar buscando isso fora. E nem sempre dá pra voltar depois.

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