
Sob a Pele
A tensão entre nós era insuportável. Desde o momento em que Samuel encostou no meu corpo no meio do salão, senti o desejo ferver sob minha pele. Ele sabia disso.
O olhar escuro, a forma como me puxou sem pedir permissão, os dedos firmes na minha cintura… Tudo nele gritava domínio.
Quando a porta do elevador se fechou, minha respiração já estava entrecortada. Ele me prensou contra a parede espelhada, a boca quente descendo pelo meu pescoço, os lábios provocando arrepios em cada toque.
— Você quer que eu pare? — ele murmurou contra minha pele, os dedos deslizando perigosamente pela lateral do meu vestido.
— Se você parar, eu te mato — sussurrei, arqueando o corpo contra ele.
Samuel riu, um som baixo e pecaminoso, antes de segurar minha coxa e puxá-la para o lado de seu corpo. O espelho refletia nossas imagens, e ver a forma como ele me segurava, como me tomava para si, fez meu corpo inteiro pulsar.
As portas se abriram no nosso andar. Ele me pegou pela mão e me puxou sem hesitação. Cada passo pelo corredor era como um prelúdio do que estava por vir. Meu coração martelava. Meu corpo estava em chamas.
A porta do quarto se fechou atrás de nós, mas Samuel não esperou. Me virou de costas, as mãos firmes na minha cintura, e me prensou contra a madeira fria. Sua respiração quente roçou minha nuca antes de sua língua deslizar pela pele sensível.
— Você gosta quando eu te tomo assim, não gosta? — ele sussurrou contra meu ouvido, os dedos apertando minha cintura.
Eu gemi baixo, sentindo cada parte de mim responder ao toque dele.
Ele segurou meu cabelo, puxando minha cabeça para o lado, me forçando a encará-lo por cima do ombro. Seu olhar era escuro, predatório, cheio de promessas que ele não deixaria de cumprir.
— Fala — ele ordenou.
— Sim — murmurei, sentindo as palavras saírem como um suspiro.
Samuel sorriu de lado antes de deslizar as mãos por minhas costas, puxando o zíper do vestido lentamente, como se quisesse torturar minha paciência. A cada centímetro de pele exposta, os lábios dele seguiram, deixando rastros quentes que faziam meu corpo inteiro se curvar em antecipação.
O vestido deslizou até o chão, e eu tremia ao sentir o contato direto entre nossas peles. Ele me virou novamente, segurando meu queixo, me obrigando a encará-lo. O desejo nos olhos dele fez meu corpo estremecer.
— Você é minha essa noite — ele afirmou, antes de tomar minha boca em um beijo bruto, faminto.
Minhas mãos deslizaram por seu peito, arranhando a pele quente, e eu senti o tremor sutil quando meus dedos apertaram seus músculos. Samuel me ergueu sem esforço, me levando até a cama, onde me deitou sob seu corpo quente e firme.
Não houve tempo para hesitação.
As bocas se encontraram em beijos profundos, urgentes, enquanto as mãos exploravam, marcavam, reivindicavam. O quarto se encheu de suspiros entrecortados, de toques que incendiavam e de promessas feitas apenas com os corpos.
Naquela noite, não havia mundo lá fora. Apenas nós.
E o fogo que queimava sob nossa pele.
Conto enviado por RG Melo
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